A Polícia Civil da Bahia intensificou as ações do Agosto Lilás em municípios do interior do estado, com palestras, audiências públicas e entrevistas voltadas à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. As atividades, realizadas em Santo Estêvão, Paulo Afonso e Barreiras, reforçaram a relevância da escuta qualificada pelos profissionais de saúde, os aspectos legais de proteção às vítimas e o marco dos 19 anos da Lei Maria da Penha.
Em Santo Estêvão, a psicóloga do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (Neam), Josiane Araújo, realizou uma palestra na Escola Diamantina de Enfermagem, direcionada aos alunos do curso técnico em enfermagem, com reflexões sobre os impactos psicológicos da violência e a necessidade de uma escuta acolhedora e qualificada por parte dos profissionais da saúde. Na oportunidade, a delegada titular do Neam, Alana Fialho, apresentou informações sobre os aspectos legais e a rede de proteção existente, ressaltando a importância da conscientização coletiva no enfrentamento da violência.
“Cada ação de conscientização pode representar um passo a mais para salvar vidas. É essencial que toda a sociedade compreenda seu papel no combate à violência contra a mulher, seja acolhendo as vítimas, denunciando ou promovendo informação”, afirmou a delegada.
Em Paulo Afonso, a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Mirela Ventura, participou de uma audiência pública promovida pela Câmara Municipal, em alusão ao Agosto Lilás. Durante sua fala, apresentou dados sobre a violência doméstica no município, apontando estabilidade nos registros de lesão corporal, mas alertando para a preocupante subnotificação de estupros.
Na quinta-feira (28), também foram realizadas entrevistas em rádios de Santo Estêvão e Barreiras, reforçando a importância do Agosto Lilás como período de mobilização nacional pelo enfrentamento da violência contra a mulher. Durante as participações, foi destacado o marco dos 19 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), considerado um dos maiores avanços no combate à violência doméstica e familiar no Brasil, por garantir medidas protetivas, assegurar acolhimento às vítimas e responsabilizar os agressores.
Fonte: Paloma Simina / ASCOM-PCBA
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