
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou a aprovação de um novo medicamento voltado ao tratamento de pacientes diagnosticados com a fase inicial da doença de Alzheimer. Registrado com o nome comercial Leqembi, o fármaco tem como princípio ativo o anticorpo lecanemabe, e a autorização foi publicada no Diário Oficial da União no final de dezembro.
O lecanemabe atua reduzindo as placas beta-amiloides no cérebro — depósitos proteicos reconhecidos como uma das principais características patológicas do Alzheimer. Ao direcionar sua ação a essas placas, o medicamento busca desacelerar a progressão do comprometimento cognitivo, incluindo a perda de memória e de funções executivas.
O Leqembi não é administrado por via oral. O produto é apresentado como uma solução para diluição e seu uso é restrito à infusão intravenosa, realizada sob supervisão médica.
Para conceder o registro, a Anvisa considerou um estudo clínico de grande porte que acompanhou 1.795 pacientes em estágio inicial da doença. Os resultados indicaram que os participantes tratados com o novo fármaco apresentaram progressão significativamente mais lenta do Alzheimer quando comparados ao grupo que recebeu placebo.
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